Uma mulher sob medida protetiva da Justiça, que se esqueceu de carregar a bateria do aparelho, ficou sob risco de agressão e até de morte e ainda gerou uma onda de boatos nesta segunda-feira (19) sobre falhas no botão do pânico a ela entregue para se proteger de ameaças do ex-companheiro.

Por volta das 12h de domingo (18), a mulher acionou o botão do pânico, porque estava se sentindo ameaçada pelo companheiro, que tinha determinação judicial de manter-se afastado dela.

O aparelho, entretanto, “não funcionou” e a mulher ligou para o Ciodes (Centro Integrado de Operações e Defesa Social), através do telefone 190 da Polícia Militar, que acionou a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal de Vitória.

Rapidamente, o sistema de proteção às mulheres vítimas de violência, montado por convênio entre o Tribunal de Justiça do Espírito Santo e a Guarda Municipal, entrou em ação e prendeu o agressor.

Técnicos do Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva testaram o aparelho e constataram que a bateria não havia sido carregada. Trocaram a bateria e o aparelho funcionou normalmente.

Como foi uma situação nova, os técnicos aproveitaram para testar todos os 100 equipamentos em uso e quatro outros estavam dando sinal de desligado. Ao ligarem para as mulheres, constataram negligências como não carregar a bateria por três horas a cada 24 horas e mesmo ter sido usado de forma inadequada e ser esquecido em casas de parentes.

A mulher, que denunciou o suposto “mau funcionamento” do equipamento no domingo, pediu desculpas aos agentes da Guarda Municipal que a socorreram e admitiu que foi negligente, comprometendo-se a tomar mais cuidado.

(Com informações da Assessoria de Comunicação do TJES)

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