(…) eis que eu derramarei meu espírito sobre vós, e vos farei conhecer minhas palavras” (Provérbios 1:20).

Estamos vivendo a época que, para a sociedade em que vivemos, é a mais bonita e importante do ano. É chegado o Natal! E com ele vêm as festas de fim de ano, as confraternizações, as reflexões sobre o que foi o ano que está terminando e a renovação de forças e esperanças para os próximos 365 dias.

As casas, as lojas e as cidades são caprichosamente decoradas e é lembrado o nascimento de Jesus Cristo, o que torna o Natal uma época carregada de bons sentimentos, propícia para os pedidos de perdão e paz, com uma atenção especial à vida espiritual. É tempo de se deixar envolver pelo ‘espírito natalino’!

Os adultos mergulham no clima que transmitem às crianças e também buscam acreditar na existência de Papai Noel, o Bom Velhinho, que distribui presentes e torna os lares mais felizes e harmoniosos! É composto um cenário que se completa com árvores enfeitadas e a figura do Menino Jesus retratada nos inúmeros presépios montados.

Isto posto, cabe a pergunta: o que mais impulsiona a celebração do Natal é, geralmente, a emoção ou a fé? Longe de ser um cristão fanático metido a dono da verdade, confesso que até bem pouco tempo nem cogitava fazer tal indagação. Mas o maior envolvimento com as coisas de Deus a partir do desenvolvimento do Projeto Visão Atalaia trouxeram-me uma descoberta: “Porque o Senhor dá a sabedoria, e de Sua boca nascem o conhecimento e a inteligência” (Provérbios 2:6).

Descobri que o Natal para ter validade espiritual precisaria trazer a compreensão da Mensagem da Cruz. Mas aí é que está. O entendimento de que Jesus Cristo cresceu, preparou-se para Sua nobre missão salvadora, foi injustiçado, crucificado e morreu por nós, ressuscitando para dar vida a todos mediante a fé, é muito pesado para o enredo desta época do ano.

A emoção leva-nos a recordar Jesus como um bebezinho recém-nascido, frágil numa manjedoura, calado, ainda despreparado para transmitir ensinamentos práticos para a nossa vida e sem condições de ser nosso Senhor. Esse Jesus fabricado pela sociedade é comercial, liberal e condicional, mais agradável do que o Filho de Deus Salvador, porém enfático: “Aquele que tem Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e o que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (João 14:21).

Em pleno Natal, soa como ‘um absurdo’ dizer que nem todas as pessoas amam Jesus e muitos menos são amadas por Ele. Mas é Cristo mesmo quem diz que amá-Lo é buscar conhecer os mandamentos Dele e guardá-los, praticando-os no dia a dia, e Ele retribui conforme o que recebe. Isso, definitivamente, não é fácil de assimilar. É preferível dar carinho ou simplesmente contemplar o Menino Jesus, sempre calado a enfeitar o presépio… A emoção faz com que rejeitemos a Bíblia Sagrada por conta da ‘magia do Natal’; a fé remete-nos a rever nossos conceitos e nossas atitudes, não importa se tenhamos que deixar para trás uma tradição de família trazida de várias gerações ou caminhar no lado oposto à grande multidão.

Aliás, Jesus Cristo –não mais menino, mas adulto e cônscio da missão delegada a Ele por Deus Pai– foi o primeiro a tomar essa decisão e nos advertir das consequências: “Se o mundo vos aborrece, sabei que, antes de vós, aborreceu a Mim. Mas tudo isso vos farão por causa de Meu Nome, porque não conhecem O que Me enviou” (João 15:18 e 21). Não entro na discussão de questionar se o Natal, de fato, é a data do nascimento de Cristo, ou se deve ou não ser comemorada. Entendo que a sociedade pode instituir a data que quiser, mas, ainda que parte dela, não sou obrigado a aceitar e a propagar o que não concordo.

E o mesmo livre arbítrio cada pessoa tem para escolher entre o Natal com emoção e o Natal com fé. Uma coisa hoje entendo: Jesus Cristo é a Palavra. É preciso ouvi-Lo para aprender e guardar o que Ele diz para termos comunhão com Deus. É o conhecimento da Verdade. Aí ocorre a verdadeira reflexão de fim do ano velho, há firmeza nos planos para o Ano Novo, é liberado o verdadeiro perdão, acontece o arrependimento sincero e há a certeza da mudança de vida! Quer melhores ingredientes para uma autêntica confraternização?

Lembre-se: a emoção no Natal preenche os espaços reservados a ela quando, nos momentos a serem celebrados, é dado o devido valor à fé cristã. “Mas o Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em Meu Nome, Ele vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que Eu vos tenho dito” (João 14:26).

Ah, já ia esquecendo: Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
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André Oliveira é cristão, coordenador do Projeto Evangelístico Visão Atalaia. Artigo publicado no jornal Tribuna do Cricaré, de São Mateus-ES, em 18/12/2013.

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