Um exame de DNA será feito para confirmar se o homem de 33 anos preso na madrugada desta terça-feira (18/08), suspeito de estuprar e engravidar a sobrinha, de 10 anos, é realmente o pai do bebê que a menina esperava. A Polícia Científica de Pernambuco, estado onde a vítima foi internada para realizar o aborto do feto — procedimento finalizado na última segunda-feira (17/08) —, coletou amostras para fazer o exame.

De acordo com a gerente geral da Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, o exame será fundamental para indicar a autoria do crime.

“O que nós estamos fazendo aqui, no âmbito da Polícia Científica de Pernambuco, é traçando o perfil de DNA, que vai servir como prova material para indicar a autoria desse crime de estupro. A gente coleta amostra biológica do feto, porque esse perfil de DNA é o que vai indicar a paternidade e a autoria desse crime de estupro, e a gente também coleta amostra biológica da vítima, de forma indolor — uma amostra de saliva. E o perfil do DNA do feto vai ser confrontado, no Espírito Santo, com os perfis de DNA que eles vão traçar do acusado”, explicou.

SUSPEITO CONFESSOU

De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, as investigações apontam que o tio da vítima tenha sido o autor de todos os abusos sexuais sofridos pela criança — ela alega que sofria violência sexual desde os 6 anos. Segundo o superintendente de Polícia Regional Norte, delegado Ícaro Ruginsk, o suspeito confessou que mantinha relações com a menina desde 2019.

“A princípio, no que foi apurado dentro dos autos, a indicação é de que os abusos tenham sido cometidos todos por ele. Informalmente, aos policiais, ele afirmou que realmente possuía alguma intimidade com essa menina e fez abusos contra ela. Mas ele alega que foi consentido. Não existe consentimento de criança. Até os 14 anos, mesmo com o consentimento, é configurado o crime de estupro de vulnerável”, destacou Ruginsk, durante uma entrevista coletiva realizada no início da tarde desta terça.

“Ele disse que tinha um relacionamento com ela, mas isso não justifica, porque ela, como menor, não tem a mínima capacidade e discernimento de entender o que está acontecendo. É um crime hediondo, que está tipificado no artigo 217A do Código Penal. Tem ainda a qualificadora de ser tio e ainda tem o aumento da pena, em razão de ter resultado gravidez”, completou o delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda.

PLANTÃO CAPIXABA – A GENTE MOSTRA O ESPÍRITO SANTO! | REDAÇÃO MULTIMÍDIA | CRÉDITO: FOLHA VITÓRIA

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